O comércio eletrônico brasileiro entrou em uma nova fase de competição, na qual a logística passa a ser um dos principais diferenciais entre as plataformas. O TikTok Shop avança além do modelo baseado em vídeos e lives e estrutura uma operação logística própria no Brasil. A plataforma já possui regras específicas de logística, SLAs, rastreamento e documentação para os vendedores brasileiros. O movimento ocorre enquanto o TikTok Shop apresenta forte crescimento no país, impulsionado pelo chamado discovery commerce. Paralelamente, a Shopee amplia sua rede de centros de distribuição e aumenta sua capacidade de atendimento. O Mercado Livre também anunciou um grande investimento em infraestrutura logística no Sul de Minas. A expansão mostra que os marketplaces estão cada vez mais próximos de controlar etapas estratégicas do fulfillment. A disputa deixa de ocorrer apenas no aplicativo e passa também para os estoques, centros de distribuição e transportes. A velocidade da entrega se torna um importante fator de decisão para o consumidor. Serviços de entrega ultrarrápida já começam a ganhar espaço no mercado brasileiro. Para as empresas, isso exige investimentos em tecnologia, localização estratégica dos estoques e eficiência operacional. Para os operadores logísticos, abre novas oportunidades de negócios, mas também aumenta a pressão por produtividade. A tendência é de redes cada vez mais capilarizadas e próximas dos consumidores. O resultado será uma logística mais tecnológica, integrada e orientada por dados. A guerra do e-commerce está saindo da tela do celular e chegando aos centros de distribuição. Pesquisa web e análise Blog Logisticabrsp.
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Notícias do Setor Logística
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
A guerra dos marketplaces chegou à logística: centros de distribuição e entregas rápidas viram diferencial competitivo
domingo, 9 de agosto de 2026
ESG e ASG: o que são, quando surgiram e qual a importância para a logística
ESG e ASG: entenda o que são, quando surgiram e por que são importantes para a logística
ESG e ASG estão cada vez mais presentes nas estratégias das empresas, nos investimentos e nas decisões relacionadas à sustentabilidade.
Mas afinal, existe diferença entre ESG e ASG? Na prática, não. ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, enquanto ASG significa Ambiental, Social e Governança em português.
O termo ESG ganhou sua denominação atual em 2004, com a publicação do relatório Who Cares Wins, desenvolvido a partir de uma iniciativa do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial. A proposta era mostrar ao mercado financeiro que questões ambientais, sociais e de governança também deveriam fazer parte das decisões empresariais e de investimento.
1 - O primeiro pilar é o Ambiental, relacionado ao impacto das operações sobre o meio ambiente. Na logística, isso envolve redução de emissões, eficiência energética, gestão de resíduos, utilização racional de recursos, logística reversa e busca por transportes mais eficientes.
2 - O segundo é o Social, que envolve trabalhadores, segurança, diversidade, direitos humanos, comunidades e condições de trabalho. Em uma operação logística, segurança ocupacional, capacitação profissional e qualidade de vida dos colaboradores são exemplos importantes.
3 - O terceiro pilar é a Governança, relacionado à ética, transparência, controles internos, conformidade, gestão de riscos e responsabilidade na tomada de decisões.
A importância do ESG/ASG está justamente na integração desses três pilares à estratégia empresarial. Não se trata apenas de preservar o meio ambiente, mas também de construir organizações mais responsáveis, transparentes, eficientes e preparadas para riscos de longo prazo.
Para a logística, essa agenda ganha ainda mais relevância. Transportes, armazenagem, distribuição, embalagens e infraestrutura possuem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos.
Uma empresa logística que reduz combustível, otimiza rotas, diminui desperdícios, melhora as condições de trabalho e fortalece seus controles internos está, na prática, incorporando princípios ESG/ASG à sua operação.
Portanto, ESG e ASG não devem ser vistos apenas como uma tendência ou uma ação de marketing. Quando incorporados à gestão, podem contribuir para redução de riscos, eficiência operacional, reputação, competitividade e sustentabilidade do negócio.
Para o setor logístico, o desafio agora é transformar esses conceitos em indicadores, metas e resultados concretos, conectando sustentabilidade, produtividade e estratégia empresarial.
Para esta postagem utilizamos fontes institucionais e oficiais:
- Pacto Global da ONU – Brasil — referência importante para contextualizar a origem e a evolução da agenda ESG.
- Nações Unidas – Sustainable Development Goals (ODS) — útil para relacionar ESG/ASG aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
- B3 – Sustentabilidade e ESG — excelente fonte brasileira para explicar ESG/ASG e sua aplicação no mercado.
- CVM – Comissão de Valores Mobiliários — importante para abordar transparência, divulgação de informações e aspectos regulatórios relacionados à sustentabilidade.
- IFRS Foundation – ISSB — referência internacional para normas de divulgação de informações de sustentabilidade.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Trens Urbanos Entram em Nova Fase no Brasil com Investimentos, Reformas e Mudanças na Gestão
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| Fonte imagem: IA, Fonte texto: pesquisa web de notícias relevantes. |
Análise do Blog Logisticabrsp:
A mobilidade sobre trilhos volta ao centro das atenções no Brasil. O encerramento das operações da antiga concessionária ferroviária do Rio de Janeiro e a entrada da nova operadora marcam uma das maiores transformações recentes do transporte urbano nacional.
O novo modelo amplia a participação do Estado no controle da operação, estabelece metas de qualidade e prevê investimentos para recuperação da infraestrutura ferroviária. A expectativa é melhorar indicadores como pontualidade, confiabilidade e segurança, fatores essenciais para milhões de passageiros que dependem diariamente do sistema.
Do ponto de vista logístico, sistemas ferroviários urbanos eficientes contribuem diretamente para a redução dos congestionamentos, diminuição das emissões de poluentes e aumento da produtividade econômica das cidades. Quanto mais confiável for o transporte de passageiros, menor será a pressão sobre as rodovias e maior será a integração entre os diferentes modais.
O conjunto dessas notícias demonstra que o setor ferroviário brasileiro vive um período de transição, investimentos e reestruturação, no qual a modernização da infraestrutura e a qualidade operacional serão determinantes para o futuro da mobilidade urbana.
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