Notícias do Setor Logística

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sábado, 6 de junho de 2026

Dia da Logística: a importância estratégica do profissional que move o mundo


🚚 Dia da Logística: muito além de transportar mercadorias
O Dia da Logística e do Profissional de Logística, celebrado em 6 de junho, é uma data que reconhece a importância de um dos setores mais estratégicos da economia. Responsável por garantir que produtos cheguem ao destino certo, no tempo correto e com o menor custo possível, a logística está presente em praticamente tudo o que consumimos.
A escolha da data também remete a um dos maiores marcos históricos da logística mundial: o Dia D, durante a Segunda Guerra Mundial, símbolo de um dos mais complexos e bem-sucedidos planejamentos logísticos da história.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Case: Como Reduzir o Remonte e Otimizar a Conferência Logística com WMS, SSCC e Coletores RF

Fonte Blog Logisticabrsp

 O desafio invisível que consome tempo e dinheiro na logística

Em muitos Centros de Distribuição (CDs), um dos maiores gargalos operacionais não está na separação dos produtos, mas sim na consolidação das cargas destinadas às lojas. O processo de remonte, caracterizado pela junção de produtos provenientes de diversos setores em um único pallet ou roll container, gera um efeito cascata que impacta diretamente a produtividade, a acuracidade e os custos logísticos.

Ao observar operações de varejo e atacarejo, é comum encontrar um mesmo roll container contendo produtos de diversos setores, cada um identificado por etiquetas individuais. Essa prática exige múltiplas conferências, aumenta o tempo operacional e amplia significativamente o risco de erros.

Onde está o desperdício?

Imagine uma carga destinada a uma única loja contendo produtos dos setores de mercearia, bebidas, limpeza, bazar e perecíveis.

Cada setor realiza sua separação individualmente e gera suas próprias etiquetas. Quando esses volumes chegam à área de expedição, surge a necessidade de consolidar tudo em um único equipamento logístico.

O resultado normalmente é:

Excesso de etiquetas fixadas no roll container;
Conferência manual demorada;
Dificuldade na identificação rápida de divergências;
Congestionamento nas áreas de staging;
Aumento da movimentação interna;
Retrabalho no recebimento das lojas.

Em muitos casos, o operador passa mais tempo procurando informações nas etiquetas do que efetivamente validando a carga.

O papel do WMS na transformação operacional

A tecnologia já permite eliminar grande parte dessas atividades manuais.

Com um WMS (Warehouse Management System) integrado aos coletores RF, cada volume separado pode ser vinculado automaticamente a uma unidade logística única durante o processo de consolidação.

Ao invés de trabalhar com dezenas de etiquetas, a operação passa a utilizar apenas um identificador logístico principal.

Essa mudança reduz drasticamente a dependência da conferência visual e aumenta a rastreabilidade da carga.

O modelo ideal: SSCC e QR Code Único

Uma das melhores práticas adotadas pelos grandes operadores logísticos é a utilização do SSCC (Serial Shipping Container Code).

Nesse modelo, cada pallet ou roll container recebe um código único que concentra todas as informações da carga.

Ao escanear um QR Code ou código de barras vinculado ao SSCC, o sistema apresenta automaticamente:

Loja de destino; Quantidade total de volumes; Quantidade de caixas; Setores consolidados; Rota de transporte; Status da carga; Divergências identificadas.

O operador deixa de analisar várias etiquetas e passa a realizar apenas uma leitura.

Como funciona o processo TO BE

O fluxo operacional ideal segue uma lógica simples:

Pedido da loja → Separação por setor → Leitura RF → Consolidação automática → Geração do SSCC → Etiqueta Master → Conferência RF → Expedição → Recebimento por leitura única.

Nesse modelo, o sistema passa a controlar a carga e não mais o operador.

A conferência deixa de ser visual e passa a ser sistêmica.

Benefícios para a expedição

A adoção de uma etiqueta master associada ao SSCC gera ganhos expressivos:

Redução do número de etiquetas impressas;
Menor tempo de conferência;
Redução de erros operacionais;
Menor ocupação das áreas de consolidação;
Aumento da produtividade dos conferentes;
Melhor rastreabilidade das cargas.

Além disso, a gestão passa a ter indicadores mais precisos sobre produtividade, acuracidade e desempenho da operação.

Ganhos no recebimento das lojas

O benefício não fica restrito ao Centro de Distribuição.

Nas lojas, o processo também se torna mais rápido e confiável.

Ao receber a carga, basta uma única leitura do QR Code para que o sistema valide automaticamente:

Quantidade prevista;
Quantidade recebida;
Volumes faltantes;
Divergências;
Status do recebimento.

O tempo gasto na conferência pode ser reduzido em mais de 70%, dependendo do nível de automação adotado.

O futuro da conferência logística

A logística moderna caminha para processos cada vez mais digitais e integrados.

Empresas que ainda dependem de múltiplas etiquetas e conferências manuais enfrentam maiores custos operacionais e menor produtividade.

A combinação entre WMS, coletores RF, SSCC e QR Code representa um caminho sólido para reduzir desperdícios, eliminar atividades sem valor agregado e aumentar a eficiência operacional.

Mais do que uma melhoria tecnológica, trata-se de uma mudança de conceito: substituir a conferência visual por validações sistêmicas inteligentes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, essa transformação pode representar a diferença entre uma operação eficiente e uma operação constantemente sobrecarregada por retrabalhos.

Fonte blog logisticabrsp.com.br

sábado, 30 de maio de 2026

Nova onda de investimentos industriais fortalece a logística e a produção no Brasil

Fonte texto pesquisa web e imagem I.A

Essas notícias mostram que a indústria brasileira vive um novo ciclo de expansão, capaz de transformar a logística nacional nos próximos anos. Os investimentos anunciados por montadoras, empresas do agronegócio e fabricantes de bens de consumo reforçam a confiança no mercado brasileiro e impulsionam a geração de empregos.

A nova fábrica da Toyota em Sorocaba, os investimentos da Carolina Soil e a expansão do Grupo RFK demonstram que a modernização industrial está em pleno andamento. Além do aumento da capacidade produtiva, esses projetos exigem novas estruturas de transporte, armazenagem e distribuição.

A automação e a inteligência artificial também ganham espaço nas novas plantas industriais, contribuindo para operações mais eficientes e competitivas. Esse movimento fortalece as cadeias de suprimentos, amplia a demanda por operadores logísticos e estimula investimentos em infraestrutura.

Para o setor logístico, o crescimento industrial representa oportunidades de expansão, inovação e maior integração operacional. O cenário aponta para uma logística cada vez mais estratégica no desenvolvimento econômico do país.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Separação e acomodação em rolls: erros comuns na logística de Mercearia e líquidos

          

📦 Separação e montagem de rolls: eficiência ou risco oculto?

Nossa image de hoje mostra dois rolls de separação, um com produtos de mercearia e outro com líquida, ambos envoltos em filme stretch. Apesar de aparentemente organizados, uma análise mais crítica revela problemas na lógica de montagem e acomodação da carga, que podem impactar diretamente a operação logística.

  • 🔍 Análise da montagem dos rolls
  • ❌ Pontos de atenção identificados:

  • Mistura de categorias no mesmo roll (caixas diversas com padrões diferentes)
  • Distribuição de peso inadequada (itens pesados não estão totalmente na base)
  • Risco de avaria (caixas inclinadas e pressão lateral do stretch)
  • Excesso ou má aplicação de stretch, podendo mascarar erros de montagem
  • Falta de padronização visual, dificultando conferência e transporte
  • ⚠️ Sobre o roll de líquidos:
  • Melhor organização visual
  • Porém ainda com risco de tombamento lateral se não houver travamento adequado

  • 🧭 A cartografia (endereçamento) ajudou?
  • Provavelmente não foi plenamente seguida ou aplicada corretamente.
  • Uma boa cartografia deveria garantir:
  • Separação por família de produtos
  • Sequência lógica de picking
  • Montagem estruturada (pesados embaixo, leves em cima)
Neste caso, a montagem sugere:
  • → Picking por conveniência ou pressa
  • → Ausência de conferência final
  • → Falha no treinamento ou na padronização

  • ❓ Análise com os 5 Porquês
  • Problema: Montagem inadequada dos rolls (risco de avaria e ineficiência)
  • Por que os produtos estão mal acomodados? → Porque não seguiram uma lógica correta de separação e empilhamento
  • Por que a lógica não foi seguida? → Falta de padronização ou treinamento
  • Por que não há padronização clara? → Processos não estão formalizados (POP inexistente ou ignorado)
  • Por que o processo não é seguido? → Falta de auditoria e cobrança operacional
  • Por que não há controle efetivo? → Ausência de indicadores de qualidade na separação

  • ⚠️ Principais riscos operacionais
  • Avarias de produtos (principalmente embalagens frágeis)
  • Retrabalho e devoluções
  • Perda de produtividade no transporte
  • Dificuldade na conferência e expedição
  • Insatisfação do cliente final

  • ✅ Roteiro de boas práticas
  • 1. Padronização de montagem de rolls
  • Produtos pesados sempre na base
  • Itens frágeis e leves no topo
  • Separação por categoria (mercearia, líquidos, etc.)
  • 2. Aplicação correta de stretch
  • Uso suficiente para estabilização (sem deformar carga)
  • Fixação adequada na base do roll
  • Evitar “compensar erro” com excesso de filme
  • 3. Uso correto da cartografia
  • Picking por rota lógica (endereçamento inteligente)
  • Separação orientada por sistema (WMS, se disponível)
  • Agrupamento por cliente/pedido
  • 4. Treinamento operacional
  • Capacitação prática dos operadores
  • Simulações de montagem correta
  • Feedback contínuo no chão de armazém
  • 5. Auditoria e indicadores
  • Checklists de conferência na expedição
  • Indicadores de avaria e retrabalho
  • Monitoramento da qualidade da separação

🧠 Conclusão

A montagem de um roll vai muito além de “colocar produtos dentro”. Ela representa a qualidade da operação logística como um todo.

Sem padronização, treinamento e controle, o que parece organizado pode esconder falhas que geram custos, riscos e perda de eficiência.

A aplicação de conceitos simples como cartografia bem definida, montagem estruturada e auditoria contínua é o caminho para uma operação mais segura e produtiva.

Fonte Blog logisticabrsp.com.br

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