Notícias do Setor Logística

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Case: Como Reduzir o Remonte e Otimizar a Conferência Logística com WMS, SSCC e Coletores RF

Fonte Blog Logisticabrsp

 O desafio invisível que consome tempo e dinheiro na logística

Em muitos Centros de Distribuição (CDs), um dos maiores gargalos operacionais não está na separação dos produtos, mas sim na consolidação das cargas destinadas às lojas. O processo de remonte, caracterizado pela junção de produtos provenientes de diversos setores em um único pallet ou roll container, gera um efeito cascata que impacta diretamente a produtividade, a acuracidade e os custos logísticos.

Ao observar operações de varejo e atacarejo, é comum encontrar um mesmo roll container contendo produtos de diversos setores, cada um identificado por etiquetas individuais. Essa prática exige múltiplas conferências, aumenta o tempo operacional e amplia significativamente o risco de erros.

Onde está o desperdício?

Imagine uma carga destinada a uma única loja contendo produtos dos setores de mercearia, bebidas, limpeza, bazar e perecíveis.

Cada setor realiza sua separação individualmente e gera suas próprias etiquetas. Quando esses volumes chegam à área de expedição, surge a necessidade de consolidar tudo em um único equipamento logístico.

O resultado normalmente é:

Excesso de etiquetas fixadas no roll container;
Conferência manual demorada;
Dificuldade na identificação rápida de divergências;
Congestionamento nas áreas de staging;
Aumento da movimentação interna;
Retrabalho no recebimento das lojas.

Em muitos casos, o operador passa mais tempo procurando informações nas etiquetas do que efetivamente validando a carga.

O papel do WMS na transformação operacional

A tecnologia já permite eliminar grande parte dessas atividades manuais.

Com um WMS (Warehouse Management System) integrado aos coletores RF, cada volume separado pode ser vinculado automaticamente a uma unidade logística única durante o processo de consolidação.

Ao invés de trabalhar com dezenas de etiquetas, a operação passa a utilizar apenas um identificador logístico principal.

Essa mudança reduz drasticamente a dependência da conferência visual e aumenta a rastreabilidade da carga.

O modelo ideal: SSCC e QR Code Único

Uma das melhores práticas adotadas pelos grandes operadores logísticos é a utilização do SSCC (Serial Shipping Container Code).

Nesse modelo, cada pallet ou roll container recebe um código único que concentra todas as informações da carga.

Ao escanear um QR Code ou código de barras vinculado ao SSCC, o sistema apresenta automaticamente:

Loja de destino; Quantidade total de volumes; Quantidade de caixas; Setores consolidados; Rota de transporte; Status da carga; Divergências identificadas.

O operador deixa de analisar várias etiquetas e passa a realizar apenas uma leitura.

Como funciona o processo TO BE

O fluxo operacional ideal segue uma lógica simples:

Pedido da loja → Separação por setor → Leitura RF → Consolidação automática → Geração do SSCC → Etiqueta Master → Conferência RF → Expedição → Recebimento por leitura única.

Nesse modelo, o sistema passa a controlar a carga e não mais o operador.

A conferência deixa de ser visual e passa a ser sistêmica.

Benefícios para a expedição

A adoção de uma etiqueta master associada ao SSCC gera ganhos expressivos:

Redução do número de etiquetas impressas;
Menor tempo de conferência;
Redução de erros operacionais;
Menor ocupação das áreas de consolidação;
Aumento da produtividade dos conferentes;
Melhor rastreabilidade das cargas.

Além disso, a gestão passa a ter indicadores mais precisos sobre produtividade, acuracidade e desempenho da operação.

Ganhos no recebimento das lojas

O benefício não fica restrito ao Centro de Distribuição.

Nas lojas, o processo também se torna mais rápido e confiável.

Ao receber a carga, basta uma única leitura do QR Code para que o sistema valide automaticamente:

Quantidade prevista;
Quantidade recebida;
Volumes faltantes;
Divergências;
Status do recebimento.

O tempo gasto na conferência pode ser reduzido em mais de 70%, dependendo do nível de automação adotado.

O futuro da conferência logística

A logística moderna caminha para processos cada vez mais digitais e integrados.

Empresas que ainda dependem de múltiplas etiquetas e conferências manuais enfrentam maiores custos operacionais e menor produtividade.

A combinação entre WMS, coletores RF, SSCC e QR Code representa um caminho sólido para reduzir desperdícios, eliminar atividades sem valor agregado e aumentar a eficiência operacional.

Mais do que uma melhoria tecnológica, trata-se de uma mudança de conceito: substituir a conferência visual por validações sistêmicas inteligentes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, essa transformação pode representar a diferença entre uma operação eficiente e uma operação constantemente sobrecarregada por retrabalhos.

Fonte blog logisticabrsp.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Estratégias de Layout para Armazenagem e Expedição Eficiente

Um layout operacional eficiente para uma empresa que lida com armazenamento, recebimento e expedição deve ter essas áreas separadas por várias razões:
Organização e Eficiência:
  • Armazenagem: Área dedicada para armazenar os produtos de forma organizada, facilitando o acesso e controle de inventário.
  • Recebimento: Zona onde os produtos são recebidos, conferidos e registrados no sistema. Isso ajuda a evitar misturas e confusões com produtos já armazenados.
  • Expedição: Espaço para preparar os produtos para envio. Separar essa área ajuda a evitar conflitos e atrasos nas operações de recebimento e armazenamento.
  • Fonte: Blog LogisticaBrSp
Para maximizar a eficiência no armazenamento e picking de itens, é essencial que a área de armazenagem seja organizada de acordo com a curva ABC, que se baseia no giro dos itens. A curva ABC classifica os itens em três categorias:
Itens A: Representam uma pequena porcentagem do total de itens (cerca de 20%), mas correspondem a uma grande parcela do valor ou volume de vendas (cerca de 80%). Esses itens têm alta rotatividade e devem ser armazenados em locais de fácil acesso e próximos à área de picking.
Itens B: Representam uma porcentagem intermediária do total de itens (cerca de 30%) e do valor ou volume de vendas (cerca de 15%). Esses itens têm uma rotatividade moderada e devem ser armazenados em áreas de acesso médio, nem muito próximas nem muito distantes da área de picking.
Itens C: Representam a maioria dos itens (cerca de 50%), mas correspondem a uma pequena parcela do valor ou volume de vendas (cerca de 5%). Esses itens têm baixa rotatividade e podem ser armazenados em locais menos acessíveis e mais distantes da área de picking.
Fonte: Blog LogisticaBrSp
Para um processo de expedição eficiente, é fundamental ter áreas específicas para a preparação dos pedidos e para o armazenamento dos paletes prontos e conferidos para embarque. Aqui estão os componentes essenciais:
1. Área de Preparação
Função:
  • Esta área é destinada às atividades de preparação dos pedidos, que incluem remontes e estiramento de filme stretch.
Atividades:
  • Remontes: Organização e agrupamento dos produtos de acordo com os pedidos específicos. Pode envolver a montagem de kits ou a preparação de conjuntos de produtos.
  • Estiramento de Filme Stretch: Envolvimento dos paletes com filme stretch para assegurar a estabilidade da carga durante o transporte.
Considerações:
  • Espaço Adequado: Deve ser ampla o suficiente para acomodar as operações de movimentação de paletes e manipulação dos produtos.
  • Equipamentos: Equipamentos como esticadores de filme, fitas e ferramentas para a montagem de pedidos devem estar prontamente disponíveis.
  • Ergonomia: Configuração que minimize movimentos repetitivos e posturas inadequadas para os operadores.
2. Área de Paletes Prontos e Conferidos
Função:
  • Espaço dedicado para armazenar os paletes que já foram preparados, esticados e conferidos, aguardando apenas o embarque.
Atividades:
  • Armazenagem Temporária: Paletes são armazenados de maneira organizada, geralmente em filas ou prateleiras, aguardando a chegada do transporte.
  • Conferência Final: Verificação final dos paletes para garantir que todas as encomendas estão corretas e prontas para serem carregadas no veículo de transporte.
Considerações:
  • Segurança: Área deve ser bem sinalizada para evitar acidentes e garantir a segurança dos operadores.
  • Acesso Fácil: Deve estar próxima à área de carga para minimizar o tempo e esforço durante o embarque.
  • Organização: Etiquetagem e separação clara dos paletes por destino ou transportadora para agilizar o processo de carregamento.
    Fonte: Blog LogisticaBrSp

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